quarta-feira, 2 de maio de 2012

As pequenas respostas à grande ilusão

Por dois minutos fui feliz... enquanto pensei que tudo era real... que não era só eu...
mas demorou pouco ate tudo virar do avesso, em segundos parecia ter sido atropelado por um camião... como se não tivesse noção de que não fosse feito para viver aqui... como se acreditasse que alguém podia mesmo gostar de mim... que podia ter um final feliz...
Há muito tempo que não se sentia assim... o medo de chorar já passou... tenho medo é que o meu peito se abra a meio com as facadas que o meu coração me dá... que a pele se rasgue com o tremer do corpo... que acabe por não voltar a falar ou respirar... sufoca-me o que sinto... de tal forma que parece que vou morrer... disso não tenho medo... pelo menos acabava... tudo acabava...
Não aguento lembrar de que te caiu um lágrima... de que perdi tanto... para mim era quase tudo...
não faço a mínima ideia do que fazer... visto que qualquer coisa que faça me puxe para baixo... com uma vontade de cair e de ficar naquele chão molhado...
vontade de não me levantar e não voltar a sentir...
Se procurarem por mim... eu não estou cá... se me chamarem... eu não vou reconhecer... se me agarrarem eu não vou sentir... não sei o meu caminho e com quem me cruzo... só vou andando por onde a dor quer que vá e já não resisto à vontade dela...
1-7, 19
3-36, 40, 4-2, 10, 50
5-26, 35, 36, 42, 51
5-53, 54

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